Vinte detentos do Cadeião da Canhanduba em Itajaí fazem dois agentes prisionais como reféns
O clima continua tenso no Cadeião da Canhanduba. Dois agentes penitenciários foram feitos reféns por cerca de 20 detentos que iniciaram uma rebelião na noite desta terça-feira (7).
O cadeião precisou ser isolado pela Polícia Militar, e equipes especializadas do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e do Comando de Operações Busca Resgate e Assalto (Cobra) trataram das negociações.
As negociações duraram cerca de quatro horas. O juiz da Vara de Execuções Penais de Itajaí, Pedro Walicosky Carvalho, o diretor regional do Departamento Estadual de Administração Prisional (Deap), Juliano Stroebl, e dois promotores de Justiça participam da negociação.
O principal problema no Cadeião da Canhanduba é o excesso de população. O espaço seria para pouco mais de 600 presos, mas atualmente é ocupado por pelo menos o dobro de sua capacidade.
A rebelião iniciou por volta de 19h quando os dois agentes, funcionários de uma empresa terceirizada, foram tomados como reféns. No início da madrugada desta quarta-feira (8) o DEAP informou que a situação estava sob controle. Nenhuma nota oficial ainda foi divulgada.
O DEAP também não confirmou se a revolta tenha sido provocado por uma das várias facções que disputam atualmente o comando interno do cadeião.
O Cadeião da Canhanduba era para ser modelo no estado. Foi construído com recursos federais e estaduais e terreno adquirido pelas prefeituras de Itajaí, Camboriú e Balneário Camboriú.
A desorganização administrativa do local e o excesso de lotação, no entanto, mostram a fragilidade do local. Somente neste ano aconteceram duas fugas de presos. Na última delas, oito detentos deixaram o cadeião pelo portão de entrada que não estava sendo vigiado.
Fonte: Notíciajá